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Arquitetura

Vida Acadêmica do Arquiteto e Professor Jayro Pyres

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Ano de 2004, eu com os meus 16 anos,  ingresso na faculdade, antiga UCG atual PUC, primeiro período empolgadíssimo ( sempre soube o que queria fazer, desde os meus 4 anos de idade). Tudo aquilo me dava medo, e ao mesmo tempo me deixava enlouquecido com todo aquele universo, cada disciplina era uma visita ao parque de diversões,  na verdade minha formação na graduação foi bem incomum,  pra ser sincero não passei  por dificuldades, por apertos com as disciplinas, nem com os prazos, tudo era bastante tranquilo e empolgante, sempre um desafio desenvolver cada um dos trabalhos , das atividades. Eu tinha facilidade com os meus trabalhos e projetos e acabava ajudando e gostando de dar muitos pitacos nos projetos dos meus colegas ( que eram poucos).
Meu maior desafio na verdade era fazer tudo aquilo com orçamento super hiper , ultra mega reduzido, afinal eu já tinha que trabalhar em 2 empregos ( e eu nem sou a Rochely), para poder comprar os materiais e as fotocopias, mas tive uma grata surpresa quando ao final do meu primeiro período, uma professora e grande incentivadora e mestre me chamou para conversar ao final de uma aula de INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO,  e me disse , você já tem curso de auto cad??, respondi não, afinal eu estava no primeiro período, ela disse: ” olha , se você fizer ele nas ferias, quero que trabalhe comigo, pois  você  possui uma visão arquitetônica e espacial que há anos eu não vejo em ninguém” ( nunca me esquecerei destas palavras dela), fui eu arrumar o dinheiro para o curso no SENAC ( isso mesmo no SENAC)  e voltando das férias, eu já estava nos meus três empregos, mas espera ai Jay, como você trabalhava em 3 empregos e ainda fazia faculdade integral? Vou explicar, eu estudava na parte da manha e noite, afinal o curso era integral, estagiava com a Rita no período da tarde,  trabalhava no pit dog a noite, nas sextas, sábados e domingos, e nos sábados e domingos horário de almoço, eu trabalhava no jogo do bicho. Foi assim que prossegui nos estudos, até que no quarto período consegui a tão desejava transferência e fui para a UEG.
As coisas mudaram um pouco, minha rotina era ida e volta para Anápolis, acordava as 4 da manhã para estar em Anápolis as sete e quinze em aula, e nesta época, eu não tive mais como estagiar com a Rita, mas continuava nos outros dois empregos, e foi logo quando um grande querido amigo Rodrigo, me indicou a um teste de estagio, onde fui admitido e trabalhei durante todo o meu curso, e era tão empolgante, que eu já estagiava mais do que as 4 hrs por dia, eu aprendia tudo que podia naquele escritório, que foi no escritório do Léo Romano, aquilo sim foi uma escola, ( mas eu sofria Bullyng por trabalhar lá na época rs), nunca me esqueço de um dia após as seis horas da tarde, o Léo sentou comigo, para  rever um dos meus primeiros detalhamentos, que foi o detalhamento do ambiente dele para a casa cor que aconteceu no COLEGIO LYCEU,   foi um momento único na minha vida, mas só hoje eu consigo ver isto, na época, eu fiquei decepcionadíssimo, pois tinha feito tanta coisa errada, mas foi assim que fui crescendo e aprendendo.
Me arrependi de algumas decisões tomadas na minha vida acadêmica, eu estava tão envolto com aquele universo que,  sentia a faculdade fraca para me acompanhar e dediquei demais ao escritório, foi maravilhoso aprendi muito, mas deixei de aproveitar tudo que poderia da vida acadêmica, talvez ter feito intercambio, etc.

Logo  me formei, tive uma história engraçada com meu orientador, eu fui muito ” abelhudo ” e prafrentex, e no meu TCC2, disse a ele que não precisava mais de orientação, e que eu conseguia ir para a banca sozinho, te peço desculpas por isso Fernando rs, eu fui passei, mas sinto que eu não deveria ter feito isso.

Logo quando me formei, meses antes o Léo já havia conversado comigo,  e me feito a proposta de permanecer no escritório como arquiteto júnior, e então aceitei, e a empolgação era maior ainda, as responsabilidades aumentaram, e a minha dedicação só crescia, eu dava a vida por aquele trabalho, AMAVA O QUE FAZIA, passava horas trabalhando, me envolvendo nos projetos, afinal ali eu tinha a oportunidade de me contactar com projetos e pessoas que eu jamais imaginei na vida.Uma experiencia Divina.

Acredito que por aqui finalizo este post, para deixar vocês com gostinho de quero mais e em outra oportunidade futura conto como foi após a vida acadêmica. Foi bem rapidinho, mas já conseguiram entender e sentir um pouquinho de como foi a minha experiencia na Graduação do Curso de arquitetura e urbanismo

Grande beijo e abraço.
Jay
​Professor​– Arquiteto e Urbanista
CAU-BR A61134-4
@jayropyres

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