Ad
Ad
Ad
Author

Arq.Arte

Browsing

As cidades globais, são grandes aglomerações urbanas que funcionam como centros de influência internacional. Estão no topo da hierarquia urbana. São dotadas de técnica e conhecimento em serviços de elevada influência nas decisões vinculadas à economia globalizada e ao progresso tecnológico. Possuem  infraestrutura necessária para a realização de negócios nacionais e internacionais, aeroportos, bolsa de valores e sistemas de telecomunicações, além de uma ampla rede de hotéis, centros de convenções e eventos, museus e bancos.

E  ainda algumas megacidades como Nova York, Londres, Paris, Tóquio e São Paulo, são classificadas como cidades globais – conceito já amplamente utilizado por instituições como Globalization and World Cities Study Group & Network (Carlos Leite,2000).

O economista americano Paul Krugman(1991), Nobel de Economia em 2008, Prevê que o crescimento das cidades será o modelo de desenvolvimento no futuro. Isso porque é nas megacidades que acontecem as maiores transformações, gerando uma demanda inédita de serviços públicos matérias-primas, produtos, moradias, transportes e empregos. Trata-se de um grande desafio para os governos e a sociedade civil, que exige mudanças na gestão publica e nas formas de governança, obrigando o mundo a rever padrões de conforto típicos da vida urbana. (Carlos Leite,2000).

As cidades mais influentes do mundo foram classificadas em três diferentes classes (Alfa, Beta e Gama). Sendo a classe Alfa as cidades de maior influência no planeta, a Beta, intermediária, e a Gama corresponde às cidades globais de menor expressão mundial.

Principais características dessas cidades:

  • A cidade deve ter uma familiaridade internacional, na prática quando se falar de Paris, por exemplo, não é necessário acrescentar França. Basta dizer Paris.
  • São cidades que influenciam o mundo com eventos internacionais, participando e promovendo. Como por exemplo, Bruxelas que sedia a reunião do grupo da União Europeia e a reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte. No caso de Nova Iorque sede das Organizações das Nações Unidas.
  • Uma cidade global tem uma grande população na sua área metropolitana que tem que ter  no mínimo  1 milhão de habitantes. Normalmente, vários milhões.
  • Os aeroportos das cidades globais são de grande porte e “abrigam” muitas  companhias aéreas internacionais.
  • O sistema de transportes deve ser eficiente e avançado incluindo rodovias, vias expressas e o transporte público, em geral.
  • Boa qualidade de vida.
  • As cidades globais abrigam sedes de grandes empresas multinacionais e conglomerados.
  • Outra característica é a presença de universidades importantes no cenário mundial.
  • Precisa ter uma bolsa de valores que tenha influência na economia do mundo.
  • A cidade global “abriga” instituições financeiras de grande porte e redes multinacionais.
  • Possui um grande número de bilionários.
  • Abriga grandes instituições de artes, como por exemplo, grandes museus.
  • Exerce grande influência econômica no mundo todo.
  • Possui uma excelente infraestrutura de telecomunicações.

 

Fonte:

http://meioambiente.culturamix.com/noticias/cidades-globais-e-a-sua-importancia

https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cidades-globais.htm

DE SOUZA, Carlos Leite de Souza; AWAD, Juliana di Cesare Marques. Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes – Desenvolvimento Sustentável Num Planeta Urbano, BOOKMAN, 2012.

Engenheiro uruguaio Eladio Dieste e  sua principal invenção: a cerâmica armada. Essa inovadora técnica construtiva baseia-se na possibilidade de fechar grandes espaços com delgadas lâminas de tijolo, aço e argamassa, aproveitando-se ao máximo a resistência pela forma, e obtendo superfícies de simples ou dupla curvatura e lâminas plissadas, com grande economia e eficiência no uso dos materiais e da mão de obra.

Eladio Dieste produziu uma obra de caráter único, em vários países da América Latina, a partir de uma opção construtiva simples, o tijolo cerâmico, que usado com um profundo conhecimento estrutural possibilitou a construção de uma arquitetura com formas ousadas, onde espaço e estrutura são indissociáveis.

Eladio Dieste em relação a cerâmica afirma, que as virtudes resistentes das estruturas que procuramos dependem de sua forma, por meio de ela são estáveis, não por torpe acumulação de material, e nada mais nobre e elegante desde o ponto de vista intelectual que isto: resistir pela forma, e também não nada que nos imponha mais responsabilidade plástica.

O legado de Dieste evidencia que é possível responder satisfatoriamente com tecnologias apropriadas a demandas específicas do contexto social, econômico e tecnológico. Seu talento é indiscutível e sensibilidade extraordinária, destacam-se em Dieste a sólida formação acadêmica e seu espírito crítico, qualidades estas que lhe permitiram dar um significado contemporâneo ao tijolo cerâmico e ao uso de superfícies abobadadas.

Escolhemos uma obra muito especial dele que é a Igreja do Obrero, localizada em Atlântida, construída em 1961, foi feita com abóbadas de dupla curvatura com dupla camada de tijolos maciços. Essas estruturas possuem algumas características particulares, a saber: As abóbadas são apoiadas diretamente no solo sem intermédio de vigas ou pilares, as abóbadas descarregam diretamente nas estacas, no caso de solos argilosos, ou em perfis metálicos, no caso de solo de rochas e as paredes de cerâmica armada estão desenhadas para suportar empuxos horizontais produzidos pelo material a granel.

Abaixo algumas fotos para que vocês conheçam esta grande obra:

Fonte: themindcircle
Fonte: themindcircle
Fonte: themindcircle
Fonte: themindcircle

Fonte da Pesquisa:

ROMAN,Cláudio Escandell. Eladio Dieste e a cerâmica armada. Dissertação de Mestrado-Univerdade de Brasília(UNB), Brasília.2012

A exposição  acontece até dia 31/08, das 14:00 às 18:00h no Instituto Leo Romano, localizado na rua 131, no Setor Sul, a casa onde funciona o instituto possui uma arquitetura moderna e foi reformada para abrigar  o escritório e ateliê do arquiteto com seus colaboradores, uma biblioteca para consulta pública, além da galeria de arte Hacibe Hanum, uma homenagem de Leo para sua avó materna, dona de inúmeras habilidades manuais e grande admiradora das artes.

Fonte: Casa Claudia
Fonte: Arqpontoarte

O espaço é super charmoso e riquíssimo em pequenos detalhes. Vários artista vão expor seus trabalhos, e desta vez é o artista e Professor: CHRISTUS NOBREGA, doutor e mestre em Arte Contemporânea pela UnB,  participa regularmente de exposições nacionais e internacionais. Tem obras em acervos e coleções privadas e institucionais, a exemplo da Fondation Cartier – Paris e no Museu de Arte do Rio (MAR) – Rio de Janeiro. Autor de livros e artigos científicos na área de artes e arte/educação. Premiado pelo Programa Cultural da Petrobras (2004 e 2011) e pelo Museu da Casa Brasileira (2004).

A Exposição com curadoria de Cinara Barbosa,  é referente a memorias familiares do artista, revisitando momentos e trazendo a renda labirinto como matriz, metáfora para as tramas da vida. Como descrito na exposição  o proposito é ressaltar neste conjunto o entrelace das peças com medida das tramas diversas histórias. As fotografias coloridas, recortes de cena da casa da avó de Christus, pontuam os sutis desvelamentos dos processos de busca. Durante o caminhar da exposição você consegue perceber todo este resgate familiar que o artista apresenta e o quanto o trabalho é rico e cheio de personalidade, a cada técnica utilizada um sentimento floresce. Vale muito a pena conhecer, tanto o instituto, quanto a exposição.

Confira abaixo algumas fotos da exposição:

Fonte: Arqpontoarte
Fonte: Arqpontoarte
Fonte: Arqpontoarte
Fonte: Arqpontoarte

 

Para maiores informações :

Instituto Leo Romano
Telefone(62) 3086-1965

@institutoleoromano
@christusnobrega

Eu, Luana Lima (Lua), nasci em Planaltina/GO, mas cresci em Natal/RN.
Aos 8 anos de idade, aprendi a desenhar assistindo desenhos na TV e lendo histórias em quadrinhos.
Em 2014, morando em Goiânia, voltei a ter um relacionamento com a arte. Passei a desenhar amigos e extrair coisas que estavam no meu entorno. Comecei fazendo realismo, mas não consegui me identificar com a técnica.

No ano de 2016, cursando arquitetura e urbanismo, aconteceu um evento feito pelos coordenadores e professores do curso. Fui convidada para fazer um “mural” ao vivo com mais dois colegas.
A partir desse episódio, alguns professores e amigos começaram a me incentivar e então mostrar o que eu realmente gosto de fazer. Foi assim que nasceu o @artlua_.

Desde então, tenho passado por alguns conflitos com a minha identidade visual.
Atualmente, me identifico com a desordem e, aos poucos, estou me desprendendo das obrigatoriedades formais do desenho.
Me apaixonei pela aquarela e suas possibilidades de se juntar nessa minha desarrumação.

Procuro viver em fluxo, percorrendo caminhos sem um destino correto, deixando-me guiar pelas emoções agitadas, sentimentos e encontros.
Percorro livremente parar viver, todos os dias, uma lua de cada vez.

Fonte: Instagram @artlua_

Um pouco do meu trabalho que está, atualmente na exposição ” MÁSCARAS ” , na Livraria  Palavrear.

 

Fonte: Phelip Thijm

Lua
luanalimaarte@gmail.com
@artlua_

O trabalho da artista Lua, está exposto na Livraria Palavrear, até o dia 23/07/2018.

Abaixo endereço e Instagram do local da exposição  para maiores informações :
Rua 232, n 338, Goiânia. @livraria_palavrear

Fotografo responsável por algumas fotos da matéria:  @lipthijm

 

 

Ano de 2004, eu com os meus 16 anos,  ingresso na faculdade, antiga UCG atual PUC, primeiro período empolgadíssimo ( sempre soube o que queria fazer, desde os meus 4 anos de idade). Tudo aquilo me dava medo, e ao mesmo tempo me deixava enlouquecido com todo aquele universo, cada disciplina era uma visita ao parque de diversões,  na verdade minha formação na graduação foi bem incomum,  pra ser sincero não passei  por dificuldades, por apertos com as disciplinas, nem com os prazos, tudo era bastante tranquilo e empolgante, sempre um desafio desenvolver cada um dos trabalhos , das atividades. Eu tinha facilidade com os meus trabalhos e projetos e acabava ajudando e gostando de dar muitos pitacos nos projetos dos meus colegas ( que eram poucos).
Meu maior desafio na verdade era fazer tudo aquilo com orçamento super hiper , ultra mega reduzido, afinal eu já tinha que trabalhar em 2 empregos ( e eu nem sou a Rochely), para poder comprar os materiais e as fotocopias, mas tive uma grata surpresa quando ao final do meu primeiro período, uma professora e grande incentivadora e mestre me chamou para conversar ao final de uma aula de INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO,  e me disse , você já tem curso de auto cad??, respondi não, afinal eu estava no primeiro período, ela disse: ” olha , se você fizer ele nas ferias, quero que trabalhe comigo, pois  você  possui uma visão arquitetônica e espacial que há anos eu não vejo em ninguém” ( nunca me esquecerei destas palavras dela), fui eu arrumar o dinheiro para o curso no SENAC ( isso mesmo no SENAC)  e voltando das férias, eu já estava nos meus três empregos, mas espera ai Jay, como você trabalhava em 3 empregos e ainda fazia faculdade integral? Vou explicar, eu estudava na parte da manha e noite, afinal o curso era integral, estagiava com a Rita no período da tarde,  trabalhava no pit dog a noite, nas sextas, sábados e domingos, e nos sábados e domingos horário de almoço, eu trabalhava no jogo do bicho. Foi assim que prossegui nos estudos, até que no quarto período consegui a tão desejava transferência e fui para a UEG.
As coisas mudaram um pouco, minha rotina era ida e volta para Anápolis, acordava as 4 da manhã para estar em Anápolis as sete e quinze em aula, e nesta época, eu não tive mais como estagiar com a Rita, mas continuava nos outros dois empregos, e foi logo quando um grande querido amigo Rodrigo, me indicou a um teste de estagio, onde fui admitido e trabalhei durante todo o meu curso, e era tão empolgante, que eu já estagiava mais do que as 4 hrs por dia, eu aprendia tudo que podia naquele escritório, que foi no escritório do Léo Romano, aquilo sim foi uma escola, ( mas eu sofria Bullyng por trabalhar lá na época rs), nunca me esqueço de um dia após as seis horas da tarde, o Léo sentou comigo, para  rever um dos meus primeiros detalhamentos, que foi o detalhamento do ambiente dele para a casa cor que aconteceu no COLEGIO LYCEU,   foi um momento único na minha vida, mas só hoje eu consigo ver isto, na época, eu fiquei decepcionadíssimo, pois tinha feito tanta coisa errada, mas foi assim que fui crescendo e aprendendo.
Me arrependi de algumas decisões tomadas na minha vida acadêmica, eu estava tão envolto com aquele universo que,  sentia a faculdade fraca para me acompanhar e dediquei demais ao escritório, foi maravilhoso aprendi muito, mas deixei de aproveitar tudo que poderia da vida acadêmica, talvez ter feito intercambio, etc.

Logo  me formei, tive uma história engraçada com meu orientador, eu fui muito ” abelhudo ” e prafrentex, e no meu TCC2, disse a ele que não precisava mais de orientação, e que eu conseguia ir para a banca sozinho, te peço desculpas por isso Fernando rs, eu fui passei, mas sinto que eu não deveria ter feito isso.

Logo quando me formei, meses antes o Léo já havia conversado comigo,  e me feito a proposta de permanecer no escritório como arquiteto júnior, e então aceitei, e a empolgação era maior ainda, as responsabilidades aumentaram, e a minha dedicação só crescia, eu dava a vida por aquele trabalho, AMAVA O QUE FAZIA, passava horas trabalhando, me envolvendo nos projetos, afinal ali eu tinha a oportunidade de me contactar com projetos e pessoas que eu jamais imaginei na vida.Uma experiencia Divina.

Acredito que por aqui finalizo este post, para deixar vocês com gostinho de quero mais e em outra oportunidade futura conto como foi após a vida acadêmica. Foi bem rapidinho, mas já conseguiram entender e sentir um pouquinho de como foi a minha experiencia na Graduação do Curso de arquitetura e urbanismo

Grande beijo e abraço.
Jay
​Professor​– Arquiteto e Urbanista
CAU-BR A61134-4
@jayropyres

Dia 4,5 e 6 de setembro acontecerá em Goiânia-GO, o II Seminário Internacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual, sob o tema “Fabricações e Acidentes Visuais”, será um evento voltado a pesquisadores e estudantes de pós-graduação em arte, cultura visual e artes afins, interessados na interlocução, cooperação e divulgação de seus projetos e pesquisas.

“O evento foi realizado pela primeira vez no ano de 2000, com o objetivo de divulgar e fomentar diálogos e discussões sobre a produção docente e discente da Faculdade de Artes Visuais. A partir de 2003, em sua quarta edição, a realização do Seminário ficou a cargo do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual (PPGACV) https://culturavisual.fav.ufg.br, recém implementado na Universidade Federal de Goiás (UFG) que, a partir de então, assumiu a responsabilidade de planejar e dar continuidade ao evento. Em 2008, o Seminário se transformou em um evento nacional e incluiu programas de pós-graduação, pesquisadores, mestrandos e doutorandos do país, expandindo interlocuções e reforçando o debate sobre questões do campo da pesquisa em arte, poéticas e cultura visual.”

“Em 2017, o evento passou a ser internacional e foi realizado na cidade de Montevideo (Uruguai), em parceria com Núcleo de Investigación en Cultura Visual, Educación y Construcción de Identidad (IENBA-UDELAR) http://www.enba.edu.uy. Na ocasião, estabeleceu-se que a realização do Seminário será alternada anualmente entre as cidades de Montevideo (UDELAR) e Goiânia (FAV/UFG). Assim, em 2018, o Seminário acontece na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás <https://fav.ufg.br>, entre os dias 4, 5 e 6 de setembro. Sua programação se organizará a partir da temática II SIPACV– Fabricações e Acidentes Visuais.”

Acesse: eventos.ufg.br/SIPACV e se inscreva.

Fonte: Eventos UFG